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:::::::: Frases - Expressões - Vocabulário :::::::::

FRASES

"A cavalo dado não se olha o pêlo."
"A formiga sabe que erva corta."
"A formiga, quando quer perder-se, cria asas."
"A gato velho camundongo novo."
"A má ovelha deita o rebanho a perder."
"A melancia de manhã é de prata, de meio-dia é de ouro, de noite mata."
"A mulher carioca está sempre bem passada. É como comer churrasco em bandeja."
"A touritos flacos todos pealam."
"Abre teu porco e verás teu corpo."
"Acabou-se o que era doce; quem comeu, regalou-se."
"Aleluia, carne no prato, farinha na cuia."
"Amigo de todos e de nenhum, tudo é um."
"Amor, fogo e tosse, seu dono descobre."
"Antes que cases, vê bem o que fazes."
"Ao assustado a própria sombra assusta."
"Ao meio-dia, panela no fogo, barriga vazia."
"Arrumar china pra descarregar o vinho das bolas."
"As pessoa são qui nem os indivíduo."
"Beleza não me impressiona; conheço muito campo feio que dá boa aguada."
"Berimbau não é gaita."
"Bobagem é espirrar na farofa."
"Boi lerdo bebe água suja."
"Boi que se atrasa bebe água suja."
"Branco em rancho de palha faz desconfiar."
"Brigam as comadres, descobrem-se as verdades."
"Burro velho não toma freio."
"Cachorro comedor de ovelha, só matando."
"Cada hombre, como o cavalo, tem o seu lado de montar."
"Casa sem mulher é casa sem fogão."
"Casco de boi velho, onde senta, não escorrega."
"Cavalo bom e homem valente a gente só conhece na chegada."
"Cavalo manso é pra ir à missa."
"Cavalo torto não dá carreira direita."
"Chimarrão é bom pra clarear a urina e as idéia."
"China de se apresentar pra mãe."
"Churrasco de salgar com avião agrícola."
"Chuva de molhar bobo."
"Com chimango não gasto pólvora."
"Com esta corja, palavra não basta; ponta de faca e bala é que resolve."
"Com quem veste saia - mulher, padre ou juiz - não se brinca."
"Come para viver e não vivas para comer."
"Cuia curtida, mate bom."
"Gato que nasce em forninho não é biscoito."
"Gaúcho macho e grosso não come carne, rói osso!"
"Guaipeca não se mete em briga de cachorro grande."
"Guri que não teve gonorréia até os quinze anos é puto."
"Hablar, no hablo, pero sapieco um pueco."
"Ir buscar lã e sair tosquiado."
"Isto não é casa de pai Gonzalo, onde a galinha manda mais que o galo."
"Jogo de mãos, jogo de vilões."
"Ladrão que rouba a ladrão, tem cem anos de perdão."
"Macaco velho não mete a mão em cumbuca."
"Mais faz quem quer do que quem pode."
"Mais há quem suje a casa do que quem a varre."
"Mar é igual a campo, com a desvantagem que afunda."
"Me dá uma posição porque o negócio está de pé."
"Mocotó de colar beiço."
"Montado na razão, não se precisa de espora."
"Mulher que pita, se não é francesa, é piguancha."
"Mulher só serve pra três coisas, e pras outras duas tem diarista."
"Mulher, arma e cavalo de andar, nada de emprestar."
"Não abre a mão nem pra espantar mosca."
"Não aquento água pra outro tomar mate."
"Não digas desta água não beberei."
"Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe."
"Não se apanha rato, apertando o rabo do gato."
"Não se aperta quem joga e anda em égua."
"Não sou branco, mas sou franco."
"Não te micha que domadores não faltam."
"Não vou ficar para semente, mas gosto de andar no mundo."
"Nem toda mulher é vaca, mas toda vaca é mulher."
"Ninguém é perfeito: só santo, e lugar de santo é no altar ou no céu, não neste mundo. ''Homem sem defeito não é bem homem"
"Numa briga de gaúcho, paulista, mineiro e carioca, o gaúcho bate, o paulista apanha e o mineiro tenta apartar. O carioca fugiu."
"O barato custa caro."
"O diabo faz a panela, mas não faz a tampa."
"O galo aonde canta, aí janta."
"O mundo dá muita volta."
"O que é um boi para quem tem uma estância?"
"O que eu não aprendi dentro do galpão, aprendi atrás do galpão."
"O que não tem remédio, remediado está."
"O que urubu não conhece, não come."
"O sol é o poncho do pobre."
"O tatu procura sempre o seu buraco."
"Onde há fumaça, há fogo."
"Onde se viu o cavalo do comissário perder a corrida?"
"Ovelha é que nem mulher, se não desse pra comer não prestava."
"Ovelha não é para o mato."
"Papagaio come milho periquito leva a fama."
"Para uma bofetada, uma facada."
"Partida de parelheiro, sentada de sendeiro."
"Passar a lingüiça na farinheira."
"Passinho de quem não quer peidar."
"Pata de galinha nunca matou pinto."
"Pau que nasce torto, morre torto."
"Peido de encher bombacha."
"Pela boca morre o peixe."
"Pode tomar o mate que os micróbios são de casa."
"Pra amarrar cavalo no campo e mulher em casa, só carece de um pau firme."
"Pra apertar meus fundilhos, só mão de china."
"Pra besteira e financiamento do Banco do Brasil, sempre se dá um jeito."
"Praga de urubu não mata cavalo gordo."
"Quando a esmola é grande, o pobre desconfia."
"Quando estiveres para embrabecer, conta três vezes os botões da tua roupa."
"Quando falares com homem, olha-lhe para os olhos, quando falares com mulher, olha-lhe para a boca e saberás como te haver."
"Quando o carancho está infeliz, não há árvore que o agüente."
"Quando se pega na rabiça do arado, deve-se ir até o fim do rego."
"Quem a seu inimigo poupa, nas mãos lhe morre."
"Quem com cães se deita, com pulgas se levanta."
"Quem com crianças se deita, amanhece mijado."
"Quem comer a carne, que roa os ossos."
"Quem compra o que não pode, vende o que não deve."
"Quem cospe para o ar, no rosto lhe cai."
"Quem deve a Deus, paga ao diabo."
"Quem diz o que quer, ouve o que não quer."
"Quem dorme na soga, amanhece com fome."
"Quem é lerdo, não come pirão."
"Quem é ruim, não encontra capão para pouso."
"Quem é vivo, sempre aparece."
"Quem faz o cavalo é o dono."
"Quem muito fala, pouco faz."
"Quem muito jura, muito mente."
"Quem muito se agacha, a bunda lhe aparece."
"Quem não arrisca, não petisca."
"Quem não campeia, não acha."
"Quem não chora, não mama."
"Quem não gosta de barulho, não amarra porongo nos tentos."
"Quem não me apóia, não come bóia."
"Quem não te conhece, que te compre."
"Quem não tem bunda, não se senta."
"Quem ordenha bebe o apojo."
"Quem quiser guabiju, que sacuda o galho."
"Quem tem medo, não amarra negro."
"Quem tem vergonha, morre de fome."
"Quem trepa vestido é padre e tartaruga."
"Quer moleza, come minhoca que não tem osso."
"Roupa suja, lava-se em casa."
"Saco vazio não se põe em pé."
"Santo de casa não faz milagres."
"Se estou de bem com a abelha mestra, não me importo que o enxame ronque."
"Se faz de leitão pra mamar deitado."
"Se faz de leitão vesgo pra mamar em duas tetas."
"Se faz de petiço pra comer milho sovado."
"Se tatu visse, carreira não dava."
"Se tem muito dinheiro, coma num cocho."
"Segredo em boca de mulher é manteiga em focinho de cão."
"Só fala inglês pra comprar boi."
"Soldado velho não se aperta, e quando se aperta, deserta."
"Tanta fome que a coalheira enrolou no espinhaço."
"Tanta fome que a tripa grossa comeu a tripa fina."
"Tiro dado, bugio deitado."
"Toda mulher deve lutar pela sua igualdade, desde que não interfira no serviço da casa."
"Touro em campo estranho é vaca."
"Touro em rodeio alheio é vaca."
"Traíra quando não tem que comer, come os parentes."
"Traíra velha só come lambaris."
"Um salto de assustar cusco."
"Vaca de campo não tem touro certo."
"Vaca de rodeio não tem touro certo."
"Vaso ruim não quebra."
"Velho é como forno: se esquenta pela boca."
"Vergonha é roubar e não poder carregar."

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EXPRESSÕES Inicio

Abrir a barba -Ir-se embora.
Abrir o cavalo -Dar o fora, retirar-se. || Abra o cavalo significa: retire o que disse.
Acabar com a casca -Matar.
Acoar em sombra de corvo -Tomar atitudes inúteis em vez de procurar resolver objetivamente os problemas.
Agüentar o tirão -Topar a parada, sustentar com brio uma opinião.
Andar com a barriga no espinhaço -Andar com fome, magro, desnutrido.
Andar com a cincha na virilha -Necessitar urgentemente de dinheiro, estar em grande apertura financeira.
Andar como cachorro que roubou toucinho -Andar ressabiado, arredio, desconfiado. O mesmo que "Andar como cachorro que lambeu graxa".
Andar como pau de enchente -Andar de um lado para outro, ao sabor dos acontecimentos.
Andar cortando arame com os dentes -Andar sem dinheiro.
Andar com a barriga no espinhaço -Andar com fome, magro, desnutrido.
Bacalhau de porta de venda -Pessoa muito magra, esmirrada, demasiadamente seca.
Baixar o coco -Corcovear, velhaquear.
Bater a alcatra na terra ingrata -Morrer. Cair no chão.
Bater a canastra -Morrer.
Bater a linda plumagem -Fugir, desaparecer, ir embora.
Bater a passarinha -Ter palpite, antever um acontecimento.
Berrar como um touro -Falar forte e corajosamente, desafiando os opositores.
Boi manso é que arromba a porteira -Em sentido figurado, diz-se do indivíduo de boas maneiras que consegue passar por bom, quando na verdade não o é.
Bolear a perna -Apeiar-se, descer do animal de montaria.
Botar a cola no lombo -Disparar, fugir.
Botar os cachorros -Atiçar os cachorros. || Em sentido figurado, falar mal de alguém.
Cabeça de passarinho -Diz-se de pessoa distraída, leviana, desatenta, irresponsável .
Cair de costas -Ficar extremamente surpreendido com alguma notícia.
Cair na vida -Prostituir-se.
Cantar a buena dicha -Descompor, dizer as verdades.
Casar mal a filha -Meter-se o indivíduo em dificuldades.
Cavalo dado não se olha o pêlo -Para receber um presente ou favor não se impõem condições.
Cerrar a noite -Escurecer.
Cerrar o tempo -Ameaçar chuva. || Em sentido figurado, haver briga, luta, conflito.
Chegar a jeito -Abordar o assunto com boas maneiras, na ocasião oportuna, a fim de conseguir o pretendido.
Cheirar a defunto -Haver perigo iminente de um conflito de conseqüências graves.
Chorar pitanga -Queixar-se sem motivo. Lamuriar-se.
Churrasquear no mesmo espeto -Terem duas ou mais pessoas grande amizade, entre si. "Churrasqueamos no mesmo espeto", isto é, somos grandes amigos, nos damos muito bem.
Cor de burro quando foge -Diz-se de uma cor, com intenção depreciativa.
Com o pé no estribo -Prestes a partir.
Dar alce -Contemporizar, dar uma folga ao inimigo. Geralmente se usa a forma negativa: "não dar alce", isto é, não dar folga, não dar tempo de o inimigo se restabelecer.
Dar a lonca -Deixar-se surrar, dar o couro, apanhar. || Morrer.
Dar carão -Negar-se a moça a dançar quando convidada pelo rapaz, ou vice-versa.
Dar com os burros n'água -Ser mal sucedido.
De agalhas -Forte, audaz, admirável, vistoso.
De charola -Com acompanhamento de muitos admiradores.
Deixar correr o marfim -Não interferir.
De laço a laço -Em toda a extensão.
De orelha em pé -De sobreaviso, atento.
Desabar o tempo -Chover forte.
Descambar a madeira -Surrar, espancar. || Em sentido figurado, atacar, censurar, criticar, falar mal de alguém. || O mesmo que meter o pau.
Despenhar-se por um canhadão abaixo -Sofrer malogro, insucesso; agir com precipitação e temeridade.
Despontar o vício -Satisfazer o vício, embora incompletamente, contentando-se com coisa inferior à que pretendia: "Este fumo é ruim, mas serve para despontar o vício", isto é, na falta de outro melhor ele serve para satisfazer o vício.
Dobrar o cotovelo -Beber, levar o copo à boca.
Elas por elas -Uma coisa pela outra O mesmo que na orelha, de mano, ou de mano a mano.
Embarrar o pastel -Estragar o que estava bom. Pôr um plano a perder.
Em cima do laço -Imediatamente, em seguida, ao pé da letra.
Empinar o braço -Dar-se ao vício da embriaguez.
Em quatro paletadas -Em pouco tempo, rapidamente, com facilidade.
Encher barriga de corvo -Morrer o animal.
Encostar o relho -Surrar, esbordar, castigar, bater de relho.
Endurecer as conjunturas -Morrer.
Enfiar água no espeto -Trabalhar inutilmente.
Enfrenar mal o cavalo -Ser mal sucedido.
Enrolar o poncho -Preparar-se para viajar.
Entrar em curral de rama -Meter-se em complicações.
Entregar as fichas -Entregar-se, ceder, concordar.
Entreverar os pelegos -Casar-se, ajuntar-se com mulher.
Esconder o leite -Negar a pessoa o que havia prometido ou o que se esperava dela. || Dissimular. || Mostrar-se medroso.
Farejar catinga agourenta no ar -Pressentir acontecimento desagradável.
Fazer a cama para os outros e deitarem -Fazer uma coisa que outra pessoa venha a desfrutar.
Fazer a viagem do corvo -Sair e demorar muito a regressar.
Fazer boca -Comer alguma coisa para que o vinho fique com melhor sabor. || Fazer alguma coisa como início de uma ação mais importante.
Fazer corpo de cobra -Mostrar grande agilidade ao defender-se de ataque de arma branca. || O mesmo que fazer corpo de mico.
Fazer costado -Ajudar, colocar-se ao lado de outro.
Fazer ouvidos de mercador -Não dar atenção ao que os outros estão lhe dizendo.
Fazer-se de chancho rengo -Fazer-se de desentendido. Fazer-se de tolo.
Fazer-se fumaça -Desaparecer, fugir, ir embora.
Filho de tigre sai pintado -Tal pai, tal filho; o filho se assemelha ao pai.
Fincar as guampas no inferno -Morrer (aplica-se em relação a pessoa indesejável).
Flor e flor -Duplamente bom.
Forcejar nas quartas -Esforçar-se, esmerar-se, empenhar-se.
Ganhar de mano -Anteceder-se na disputa de determinada coisa; chegar em primeiro lugar para pedir o que se deseja.
Ganhar na estrada -Ir-se embora, largar-se na estrada, viajar.
Ganhar na noite -Desaparecer na escuridão da noite. || Ficar acordado até tarde da noite.
Ganhar nos pelegos -Ir deitar-se, meter-se na cama.
Gastar pólvora em chimango -Desperdiçar esforços, sem proveito nenhum.
Gemer nas puas -Estar sofrendo castigo moral ou tendo aborrecimentos, em conseqüência de faltas cometidas.
Granar o catete -Realizar-se o fato como estava previsto. "Ele pretendia conseguir aquilo tudo, mas não granou o catete, isto é, não se realizou o que ele pretendia".
Há cachorro na cancha -Significa que há qualquer coisa atrapalhando a execução de determinado plano, assim como um cão na raia atrapalha a corrida.
Ir ao cepo -Ir para o lugar de namoro.
Ir ao pelego -Esbordoar, espancar, surrar alguém.
Ir aos pés -Defecar.
Ir no pacote -Ser logrado, enganado, iludido.
Ir para o laço -Submeterem, as pessoas em contenda, o seu caso à apreciação judicial, quando não conseguem solução amigável. || Ir para o castigo.
Ir por um canhadão abaixo -Sofrer malogro, insucesso; agir com precipitação e temeridade.
Ir-se a la cria -Largar-se na estrada, ir embora. O mesmo que mandar-se a la cria.
Jogar de mano -Jogar em combinação de outrem, comprometendo-se, ambos, a dividirem entre si, igualmente, os lucros ou prejuízos. || Jogar um contra o outro, em igualdade de condições.
Jogar o pelego -Arriscar a vida.
Juntar as esporas -Cerrar as pernas, fincando as esporas no animal de montaria.
Juntar os trapos -Casar, amasiar-se.
Juntar o torresmo -Economizar, juntar dinheiro, enriquecer.
Lamber a canga -Tornar-se manso, confiante, submisso, afeiçoado. A expressão tem origem no fato de o boi manso, mesmo quando liberto, solto no campo, gosta de aproximar-se de sua canga e lambê-la.
Lamber a cria -Permanecer o pai em casa mimando o filho recém-nascido.
Lamber esporas -Adular, engrossar, bajular.
Lançar um pealo -Lançar uma indireta.
Largar campo fora -Deixar que vá embora.
Largar com um couro na cola -Despedir de maneira descortês, despachar, mandar embora rispidamente. "Vou largar aquele cafajeste com um couro na cola.
Largar de mão -Desistir de um empreendimento. Abandonar. Não se preocupar mais com determinado assunto. "O velho, a conselho do médico, largou de mão o cigarro."
Largar os cachorros -Passar descompostura, escorraçar.
Levantar a grimpa -Reagir, não submeter-se, mostrar-se altaneiro, soberbo.
Levar a carga -Insistir na conquista de uma mulher. || Arremeter contra o inimigo.
Levar clavo -Sofrer prejuízo, ser logrado, enganado, ludibriado.
Lombo de sem-vergonha -Ordinário, safado, muito sem-vergonha.
Mais primeiro -Em primeiro lugar. "Fui eu que cheguei mais primeiro". (É expressão chula)
Mandar-se dizer -Exprimir-se bem acerca de determinado assunto, demonstrando conhecê-lo perfeitamente: "O padre mandou-se dizer naquele sermão sobre o casamento."
Marca de estância velha -Diz-se para significar coisa muito conhecida, que permanece sempre igual, que não muda nunca.
Marcar na paleta -Anotar, assinalar, não esquecer o mau procedimento de determinado indivíduo.
Matar cachorro a grito -Andar sem dinheiro, estar na miséria, viver em grandes aperturas.
Matar o bicho -Ingerir cachaça ou outra bebida alcoólica; tomar um gole de qualquer bebida espirituosa. || Tomar café preto, pela manhã, em jejum. || Divertir-se.
Meter a catana -Falar mal de alguém.
Meter a pata -Cometer gafe.
Meter a viola no saco -Calar-se. Deixar de pavonear-se. Acovardar-se.
Misturar-se na bala -Brigar a tiros.
Misturar-se no ferro -Brigar de facão, de faca ou espada.
Mondongo duro de pelar -Coisa difícil de fazer.
Murchar as orelhas -Aquietar-se.
Não agüentar carona -Não suportar afrontas sem reagir.
Não aquentar banco -Não se demorar, em visita. O mesmo que não esquentar o banco.
Não beber água nas orelhas dos outros -Não depender de favores.
Não dar changui -Não fazer concessão ao adversário.
Não dar rodeio -Ser o gado sem costeio, bravio, alçado, xucro, chimarrão. || Não temer, não afrouxar, não agüentar desaforo. || Não deixar o adversário em sossego.
Não enjeitar parada -Enfrentar o que vier. Não se negar a nada. Estar pronto para tudo o que acontecer.
Não estar de artes -Não estar bem disposto.
Não estar para clavo -Não estar disposto a sofrer prejuízo.
Não fazer mossa -Não causar qualquer abalo.
Não levar qualquer um para compadre -Não aceitar a amizade ou a companhia de qualquer pessoa.
No bico da chocolateira -Imediatamente, ao pé da letra.
No mato sem cachorro -Em grandes dificuldades, em apuros.
Orelhar uma esperança -Alimentar uma esperança.
Orelhar as cartas -Chulear as cartas, no jogo de baralho. Jogar. (O jogador orelha a carta decisiva puxando-a, com a mão direita, para cima, e segurando-a, com a esquerda, para não deixá-la sair).
Pagar a mula roubada -ser obrigado a prestar contas dos atos maus ou dos crimes que tenha praticado.
Passar por debaixo do poncho -Passar ocultamente, contrabandear.
Pisar no tempo -Fugir, ir embora.
Quadrar-se a volta -Propiciar-se a ocasião. Oferecer-se a oportunidade.
Quartear esperanças -Esperar com fé.
Quebrar o corpo -Desviar o corpo. || Em sentido figurado, negar-se alguém a fazer o que havia prometido; fugir a um compromisso.
Rebenqueado de saudades -Sofrendo saudades, curtindo a dor da separação.
Riscar estrada -Tocar a galope em viagem. Sair a galope, disparar.
Ruim como a carne da pá -Diz-se da pessoa muito ruim, com alusão à carne de paleta que é de má qualidade.
Saber onde moram as corujas -Ser esperto, ser perspicaz, ter grandes conhecimentos.
Sacudir os arreios -Reclamar, opor-se a alguma coisa, discutir acaloradamente, não aceitar oposição.
Sentar o braço -Surrar, bater, espancar, esbofetear, esmurrar.
Ter o estômago frio -Ser incapaz de guardar segredo.
Tirar uma tora -Travar luta, brigar. || Dormir uma soneca.
Tratar burro a pão de ló -Tratar bem a pessoa que não merece ser bem tratada.
Uma-de-a-pé -Uma briga, conflito, luta, rolo.
Um Viva la Pátria -Uma bagunça, uma desordem.
Verter água -Urinar.
Ver-se em assado -Ver-se atrapalhado, ver-se em dificuldades.
Visita de soltar os bois -Visita demorada.


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VOCABULÁRIO Inicio

a / b / c / d / e / f / g / h / i / j / l / m / n / o / p / q / r / s / t / u / v / x / z

A.

a cabresto expr. Conduzido pelo cabresto. || Submetido.A la cria: Ao Deus-dará, à aventura. Foi-se a la cria, significa foi-se embora, foi-se ao Deus-dará, caiu no mundo.

A la puxa: Exprime admiração, espanto.

A laço e espora: Com muita dificuldade, com muito esforço, vencendo grandes obstáculos.

À meia guampa: expr. Meio embriagado, levemente ébrio.

Abichornado: adj. Aborrecido, triste, desanimado.

Abrir cancha: Abrir espaço para alguém passar.

Achego: Amparo, encosto, proteção.

Açoiteira: Parte do relho ou rebenque, constituída de tira ou tiras de couro, trançadas ou justapostas, com a qual se castigaa o animal de montaria ou de tração.

Acolherar: Unir dois animais por meio de uma pequena guasca amarrada ao pescoço; Unir, juntar, com relação a pessoas.

Afeitar: Cortar a barba.

Agregado: Pessoa pobre que se estabelece em terras alheias, com autorização do respectivo dono, sem pagar arrendamento, mas com determinadas obrigações, como sejam cuidar dos rebanhos, ajudar nas lides de campo e executar outros trabalhos.

Água-Benta: Cachaça, destinada a ser bebida ocultamente.

Água-de-cheiro: Perfume, extrato.

Alambrado: Aramado. Cerca feita de arame para manter o gado nas invernadas ou potreiros.

Anca: s. Quarto traseiro dos quadrúpedes. Garupa do cavalo. O traseiro do vacum.

Aporreado: Cavalo mal domado, indomável, que não se deicha amansar. Aplica-se, também ao homem rebelde.

Arranca-rabo: Discussão acalorada, disputa, bate-boca.

Arreios. s. Conjunto de peças com que se arreia um cavalo para montar. .

B

bicheira s. Ferida nos animais, contendo vermes depositados pelas moscas varejeiras. Para sua cura, além de medicação, são largamente utilizadas as simpatias e benzeduras.

bidê s. Mesinha de cabeceira. (Aportuguesado do francês bidet).

biriva s. Nome dado aos habitantes de Cima da Serra, descendentes de bandeirantes, ou aos tropeiros paulistas, os quais geralmente andavam em mulas e tinham um sotaque especial diferente do da fronteira ou da região baixa do Estado. Var.: beriva, beriba, biriba.

bolicheiro s. Dono de bolicho.

bolicho s. Casa de negócio de pequeno sortimento e de pouca importância. Bodega. Taberninha.

bugio s. Pelego curtido e pintado, em geral forrado de pano.

C

Cabresto: Peça de couro que é apresilhada ao buçal para segurar o cavalo ou o muar.

Cachaço: s. Porco não castrado, barrasco, varrão.

Cacho: A cola, o rabo do cavalo.

Cagaço: Grande susto, medo.

Calavera s. Indivíduo velhaco, caloteiro, caborteiro, vagabundo, tonto, tratante.

Campo de Lei: Campo de ótima qualidade.

Capão: Diz-se ao animal mal capado; Indivíduo fraco, covarde, vil; Pequeno mato isolado no meio do campo.

Capataz: Administrador de uma estância ou de uma charqueada. Pessoa que nas lides pastoris, é incumbida de chefiar o pessoal.

Carreira: s. Corrida de cavalos, em cancha reta. Quando participam da carreira mais de dois parelheiros, esta toma o nome de penca ou califórnia.

Caudilho s. Chefe militar ; Manda-chuva.

Cavalo de Lei: Animal muito veloz, capaz de percorrer duas quadras (264m) em 16 segundos ou menos.

Chalana: s. Lanchão chato.

Chimango: Alcunha dada no Rio Grande do Sul aos partidários do governo na Revolução de 1929.

China s. Descendente ou mulher de índio, ou pessoa do sexo feminino que apresenta alguns dos característicos étnicos das mulheres indígenas. || Cabocla, mulher morena. || Mulher de vida fácil. || (Parece provir do quíchua, xina, que significa aia).||Esposa.

Chineiro s. Grande número de chinas, índias ou caboclas.

Chorro s. Jorro.

Cincha: s. Peça dos arreios que serve para firmar o lombilho ou o serigote sobre o lombo do animal.

Colhudo: adj. e s. Cavalo inteiro, não castrado. Pastor.; Figuradamente, diz-se do sujeito valente, que enfrenta o perigo, que agüenta o repuxo.

Corredor s. Estrada que atravessa campos de criação, deles separada por cercas em ambos os lados. Há, entre as cercas, regular extensão de terra, onde, por vezes, se arrancham os que não têm onde morar.

Cuiudo: adj. e s. O mesmo que colhudo.

Cusco s. Cão pequeno, cão fraldeiro, cão de raça ordinária. O mesmo que guaipeca.

D

Daga: Adaga, facão.

De vereda: Imediatamente, de momento, de uma vez.

Dobrar o cotovelo: Beber, levantar o copo à boca.

Doma: Ato de domar. Ato de amansar um animal xucro.

Domador: Amansador de potros. Peão que monta animais xucros.

Duro de boca: Diz-se do animal que não obedece à ação das rédeas.

Duro de Pelar: Difícil de fazer, trabalhoso.

E

Embretado p. p. Encerrado no brete. || Metido em apertos, em apuros, em dificuldades; enrascado, emaranhado.

Entrevero s. Mistura, desordem, confusão, de pessoas, animais ou objetos. Recontro em que as tropas combatentes, no ardor da luta, se misturam em desordem, brigando individualmente, corpo a corpo, sem mais obedecer a comando, usando predominantemente a arma branca.

Erva-Caúna: Variedade de erva mate de má qualidade, amarga.

Erva-Lavada: Erva já sem fortidão por ter servido para muitos mates.

Estar com o diabo no corpo: Estar furioso. Estar insuportável.

Estar com o pé no Estribo: Estar prestes a sair.

Estrela-Boieira: Estrela d´alva.

Estribo: s. Peça presa ao loro, de cada lado da sela, e na qual o cavaleiro firma o pé.

Estropiado: Diz-se o animal sentido dos cascos, com dificuldade de andar, em consequência de marchas por estradas pedregosas.

F

Facada: Pedido de dinheiro feito por undivíduo vadio, incapaz de trabalhar, que não pretende restituí-lo.

Facho: O ar livre. Usado na expressão sair do facho.

Fatiota: Conjunto de roupas do homem: calça, colete e paletó.

Fazer a viagem do corvo: Sair e demorar muito a regressar.

Fiambre: Alimento para viagem, geralmente carne fria, assada ou cosida.

Flete: Cavalo bom e de bela aparência, encilhado com luxo e elegância.

Funda: Estilingue, bodoque.

G

Gadaria: Porção de gado, grande quantidade de gado, o gado existente em uma estância ou em uma invernada.

Gado chimarrão: Gado alçado, xucro, sem costeio.

Galpão: Construção existente nas estâncias destinadas ao abrigo de homens e de animais; O galpão característico do Rio Grande do Sul é uma contrução rústica, de regular tamanho, em geral de madeira bruta e parte de terra batida, onde o fogo de chão está sempre aceso. Serve de abrigo e aconchego à peonada da estância e a qualquer tropeiro ou gaudério que dele necessite.

Ganiçar v. Ganir.

Gato: Bebedeira, porre, embriaguez.

Gaudério: s. e adj. Pessoa que não tem ocupação séria e vive à custa dos outros, andando de casa em casa. Parasita, amigo de viver à custa alheia.

Graxaim: s. Guaraxaim, sorro, zorro. Pequeno animal semelhante ao cão, que gosta de roer cordas, principalmente de couro cru e engraxadas ou ensebadas, e de comer aves domésticas. Sai, geralmente, à noite. É muito comum em toda a campanha.

Gringo: s. Denominação dada ao estrangeiro em geral, com exceção do português e do hispano-americano.

Guaiaca: s. Cinto largo de couro macio, às vezes de couro de lontra ou de camurça, ordinariamente enfeitado com bordados ou com moedas de prata ou de ouro, que serve para o porte de armas e para guardar dinheiro e pequenos objetos.

Guaipeca: s. Cão pequeno, cusco, cachorrinho de pernas tortas, cãozinho ordinário, vira-lata, sem raça definida. ; Adj. Pequeno, de minguada estatura. ; Aplica-se, também, às pessoas, com sentido depreciativo.

Guapo: Forte, vigoroso, valente, bravo.

Guasca: Tira, corda de couro cru, isto é, não curtido; Homem rústico, forte, guapo, valente.

Guasqueaço: s. Pancada, golpe dado com guasca. Relhaço, relhada, chicotada, chibatada,

Guri: s. Criança, menino, piazinho, serviçal para trabalhos leves nas estâncias.

H

Há Cachorro na Cancha: Significa que há alguma coisa atrapalhando a execução de determinado plano.

Haraganear: Andar solto o animal por muito tempo, sem prestar serviço algum.

I

Iguaria: Culinária.

Invernada: Grande extensão de campo cercado. Nas estâncias, geralmente, há diversas invernadas: para engordar, para cruzamento de raças, etc.

J

João-grande s. Pessoa alta.

Juiz: Pessoa que julga a chegada dos parelheiros, nas carreiras, em cada laço. O mesmo que julgador.

Jururu: Cabisbaixo, tristonho, abatido.

L

Lábia: Abilidade de conversa.

Lançante s. Descida. Forte declive num cerro ou coxilha; qualquer terreno em declive.

Légua: Medida itinerária equivalente a 3.000 braças ou 6.600 metros. O mesmo que légua de sesmaria.

M

Maleva: Bandido, malfeitor, desalmado; Cavalo infiel, que por qualquer coisa corcoveia.

Maludo: Cavalo inteiro, garanhão. Diz-se do animal com grandes testículos.

Mamona s. e adj. Diz-se de ou a terneira de sobreano que ainda mama.

Mangueira: s. Grande curral construído de pedra ou de madeira, junto à casa da estância, destinado a encerrar o gado para marcação, castração, cura de bicheiras, aparte e outros trabalhos.

Manotaço: Pancada que o cavalo dá com uma das patas dianteiras, ou com ambas; Bofetada, pancada com a mão dada por pessoa.

N

Negrinho: Designação carinhoso que se dá a crianças ou a pessas que se tem afeição.

Num Upa: Num abrir e fechar de olhos; De golpe; Rapidamente.

O

Oigalê: Ezprime admiração, espanto, alegria.

Orelhano: Animal sem marca, nem sinal.

P

Paisano: Do mesmo país; Amigo, camarada.

Palanque: s. Esteio grosso e forte cravado no chão, com mais de dois metros de altura e trinta centímetros aproximadamente de diâmetro, localizado na mangueira ou curral, no qual se atam os animais, para doma, para cura de bicheiras ou outros serviços.

Papudo: s. e adj. Indivíduo que tem papo. Balaqueiro, jactancioso, blasonador. O termo é empregado para insultar, provocar, depreciar, menosprezar outra pessoa, embora esta não tenha papo.

Passar um pito: Repreender, descompor.

Patrão: Designação dada ao presidente de Centro de Tradições Gaúchas.

Patrão-Velho: Deus.

Pelea: s. Peleja, pugilato, contenda, briga, rusga, disputa, combate, luta entre forças geligerantes.

Pelear: v. Brigar, lutar, combater, pelejar, teimar, disputar.

Pereba s. Ferida de mau caráter, de crosta dura, que sai geralmente no lombo dos animais. || Mazela, sarna, cicatriz. || Aplica-se, também, às feridas que saem nas pessoas. || Figuradamente, ponto fraco. || Var.: Pereva. || (Parece provir do tupi-guarani, perebi, mancha de sarna).

Petiço: s. Cavalo pequeno, curto, baixo.

Piá: s. Menino, guri, caboclinho.

Piquete: s. Pequeno potreiro, ao lado da casa, onde se põe ao pasto os animais utilizados diariamente.

Poncho: s. Espécie de capa de pano de lã, de forma retangular, ovalada ou redonda, com uma abertura no centro, por onde se enfia a cabeça. É feito geralmente de pano azul, com forro de baeta vermelha. É o agasalho tradicional do gaúcho do campo. Na cama de pelegos, serve de coberta. A cavalo, resguarda o cavaleiro da chuva e do frio.

Potrilho: s. Animal cavalar durante o período de amamentação, isto é, desde que nasce até dois anos de idade. Potranco, potreco, potranquinho.

Q

Queixo-Duro: Cavalo que não obedece facilmente a ação das rédeas.

Quero-Mana: Denominação de antigo bailado campestre, espécie de fandango. Canto popular executado ao som de viola.

R

Rebenque: s. Chicote curto, com o cabo retovado, com uma palma de couro na extremidade. Pequeno relho.

Rebenue s. Chicote curto, com o cabo retovado, com uma palma de couro na extremidade. Pequeno relho.

Regalo: Presente, brinde.

Relho: Chicote com cabo de madeira e açoiteira de tranças semelhantes à de laço, com um pedaço de guasca na ponta.

Repontar: v. Tocar o gado por diante de um lugar para outro.

Reponte: Ato de tocar por diante o gado de um lugar para o outro.

S

Sair Fedendo: Fugir à disparada.

Sanga: s. Pequeno curso d'água menor que um regato ou arroio.

Sarandi s. Terra maninha.

Selin: Sela própria para uso da mulher.

Sesmaria: Antiga medida agrária correspondente a três léguas quadradas, ou seja a 13.068 hectares. São 3000 por 9000 braças; ou 6.600 por 19.800 metros; ou ainda, 130.680.000 metros quadrados.

Soga: s. Corda feita de couro, ou de fibra vegetal, ou, ainda, de crina de animal, utilizada para prender o cavalo à estaca ou ao pau-de-arrasto, quando é posto a pastar. ; Corda de couro torcido ou trançado, que liga entre si as pedras das boleadeiras. ; O termo é usado também em sentido figurado.

Surungo: s. Arrasta pé, baile de baixa classe, caroço.

T

Taco: Diz-se ao indivíduo capaz, hábil, corajoso. guapo.

Taipa: s. Represa de leivas, nas lavouras de arroz. || Cerca de pedra, na região serrana.

Taita: Indivíduo valentão, destemido, guapo.

Tala: Nervura do centro da folha do jerivá. Chibata improvisada com a tala do jerivá ou com qualquer vara vlexivel.

Talagaço: Pancada com tala. Chicotaço.

Talho: s. Ferimento.

Tapera: s. Casa de campo, rancho, qualquer habitação abandonada, quase sempre em ruínas, com algumas paredes de pé e algum arvoredo velho. || Adj. Diz-se da morada deserta, inabitada, triste.

Taura: s. Valente, forte.

Tirador: s. Espécie de avental de couro macio, ou pelego, que os laçadores usam pendente da cintura, do lado esquerdo, para proteger e o corpo do atrito do laço. Mesmo quando não está fazendo serviços em que utilize o laço, o homem da fronteira usa, freqüentemente, como parte da vestimenta, o seu tirador que, por vezes, é de luxo, enfeitado com franjas, bolsos e coldre para revólver.

Tosa: s. Tosquia, toso, esquila.

Tramposo: Intrometido, trapaceiro, velhaco.

Tranco: Passo largo, firme e seguro, do cavalo ou do homem.

Trem: Sujeito inútil.

Três-Marias: Boleadeiras.

Tronqueira: s. Cada um dos grossos esteios colocados nas porteiras, os quais são providos de buracos em que são passadas as varas que as fecham.

Tropeiro: s. Condutor de tropas, de gado, de éguas, de mulas, ou de cargueiros. Pessoa que se ocupa em comprar e vender tropas de gado, de éguas ou de mulas. Peão que ajuda a conduzir a tropa, que tem por profissão ajudar a conduzir tropas. O trabalho do tropeiro é um dos mais ásperos, pois, além das dificuldades normais da lida com o gado, é feito ao relento, dia e noite, com chuva, com neve, com minuano, com soalheiras inclementes, exigindo sempre dedicação integral de quem o realiza.

U

Uma-de-pé: Uma briga, conflito, luta.

Urupuca: Armadilha para pegar passarinhos; Trapaça.

Usted: Você. Usado só na fronteira.

V

Vacaria: Grande número de vacas; Grande extensão de campo que os jesuítas reservavam para criação de gado bovino.

Varar: Atravessar, cruzar.

Vareio: Susto, sova, surra, repreensão.

Vaza: Vez, oportunidade.

Vil: Covarde, desanimado, fraco.

Vivente: Pessoa, criatura, indivíduo.

X

Xepa: Comida.

Xerenga: Faca velha, ordinária.

Xiru: O mesmo que chiru.

Xucro adj. Diz-se do animal ainda não domado, chimarrão, bravio, esquivo, arisco

Z

Zarro: Incômodo, difícil de fazer, chato.

Zunir: Ir-se apressadamente.